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Sabe do que eu estou mesmo precisando? De ser cuidada de verdade, precisando de me sentir amada por alguém, que antes de tudo prove esse amor por mim, preciso amar com todos as minhas forças. Digo que é um tanto clichê essa tal necessidade, mas é que se tornou tudo tão vago, meu coração que hoje não sei ao certo por quem bate, arrisco um palpite que nem por mim é mais, a bem da verdade é que ele bate apenas por bater, ou até mesmo por esse ser o seu dever. Sabes, preciso de um amor daqueles iguais aos dos filmes de romance, que são um tanto meloso. Preciso dar carinho a alguém, de receber, de encher a boca e dizer que amo, e com um orgulho danado dizer que também sou amada. Preciso de alguém que ande de mãos dadas comigo nas ruas, de envolver nossos braços nas noites frias, e assim nos esquentando, de alguém que se desponha a ver meus filmes de romance preferidos junto a mim, e diga que cuidará de mim como o homem cuida da mocinha no filme. Isso se tornou uma tremenda necessidade, venho a me sentir sozinha, olhar em minha volta e perceber que somente eu estou lá, sozinha, jogada ao vento como uma folha de papel branca que não tem o mínimo valor. Eu quero um amor que se renasce á cada verão, por mais arriscado que seja amar, é ainda um dos melhores frutos que o homem pode viver. Um dos frutos os quais vem tão extinto no meu cotidiano.
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Tudo o que nos invadiu com intensidade, que foi verdadeiro e vivenciado profundamente não passa. Fica. Acomoda-se dentro da gente e de vez em quando, cutuca, se mexe, nos faz lembrar da sua existência.
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“Não aguento mais, preciso de férias, de tudo e de todo mundo, um tempo só pra mim, pra refletir, descansar , chorar(se for preciso), gritar, colocar tudo pra fora… Um tempo a sós comigo mesma, pra fazer minhas escolhas, pra rever meus conceitos, pra ver o que é supérfluo na minha vida e o que realmente é necessário pra eu poder ser feliz.”
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Você sabe que de alguma maneira a coisa esteve ali, bem próxima. Que você podia tê-la tocado. Você podia tê-la apanhado. No ar, que nem uma fruta. Aí volta o soco. E sem entender, você então pára e pergunta alguma coisa assim: mas de quem foi o erro?
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